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Sistema de Gerenciamento de Conteúdo: proposta de um catálogo bibliográfico 2.0 no Wordpress
Danielly Santos Ribeiro; Márcio Bezerra da Silva
Danielly Santos Ribeiro; Márcio Bezerra da Silva
Sistema de Gerenciamento de Conteúdo: proposta de um catálogo bibliográfico 2.0 no Wordpress
Content Management System: proposal of a bibliographic catalog 2.0 in Wordpress
Sistema de Gestión de Contenidos: propuesta de un catálogo bibliográfico 2.0 en Wordpress
RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência. da Informação, vol. 14, núm. 1, 2016
Universidade Estadual de Campinas
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Resumen: Objetivo, a partir de la investigación aplicada (prototipos), explicativo y bibliografía, y un enfoque cualitativo, propone un catálogo bibliográfico 2.0 desde la perspectiva de los sistemas de gestión de contenidos (CMS), en línea con los principios de la Web 2.0 y las acciones representación de la biblioteca de información (catálogos e índices). Resultó en un catálogo bibliográfico desarrollado en el CMS WordPress 2.0 mediante el uso de la template Fashionista y plug-ins Book Review Biblioteca, que permite el funcionamiento de la representación de las acciones de información; y Rating-Widget: Star Rating que evalúa los artículos del catálogo. En conclusión que la propuesta presenta un entorno dinámico e intuitivo que permite y fomenta la participación activa de los usuarios a través de la evaluación de los registros, libros sugeridos cuyos géneros son etiquetado similar y gratuita, a diferencia de las propuestas de los catálogos de acceso público en línea tradicionales, sin participación de los usuarios, las dificultades en la navegación y la insatisfacción en el proceso de búsqueda.

Palabras clave: Sistema de gestión de contenidos,Web 2,Representación de la información,WordPress,Catálogo bibliográfico.

Resumo: Objetiva, a partir das pesquisas aplicada (prototipagem), explicativa e bibliográfica, e de abordagem qualitativa, apresentar uma proposta de catálogo bibliográfico 2.0 na perspectiva dos sistemas gerenciadores de conteúdo (CMS), em consonância com os preceitos da Web 2.0 e com as ações de representação da informação da biblioteconomia (catalogação e indexação). Resulta em um catálogo bibliográfico 2.0 desenvolvido no CMS WordPress mediante o uso do template Fashionista, e dos plug-ins Book Review Library, que possibilita a realização de ações de representação da informação; e Rating-Widget: Star Rating, que permite avaliar os itens do catálogo. Conclui-se que a proposta apresenta um ambiente dinâmico e intuitivo que permite e incentiva a participação ativa dos usuários mediante avaliação dos registros, sugestão de livros cujos gêneros sejam similares e rotulação livre, diferentemente das propostas dos tradicionais catálogos públicos de acesso em linha, sem participação do usuário, dificuldades na navegação e insatisfação nos processos de busca.

Palavras-chave: Sistema de Gerenciamento de Conteúdo, Web 2, 0, Representação da Informação, WordPress, Catálogo bibliográfico 2, 0.

Abstract: Objective according to applied research (prototyping) and explanatory literature, and a qualitative approach, propose a 2.0 bibliographic catalog from the perspective of content management systems (CMS), in line with the principles of Web 2.0 and the actions representation of information library (cataloging and indexing). Resulted in a bibliographic catalog developed in the CMS WordPress 2.0 by using Fashionista template, and plug-ins Book Review Library, which enables the performance of representation of information actions; and Rating-Widget: Star Rating, designed to measure the items of the catalog. It concludes that the proposal presents a dynamic and intuitive environment that allows and encourages the active participation of users through evaluation of records, suggestions of books to which genres are similar and free labeling, unlike the proposals of traditional public access catalogs online without participation user, difficulties in navigation and dissatisfaction in the search process.

Keywords: Content Management System, Web 2, 0, Representation of Information, WordPress, Bibliographic catalog 2, 0.

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Sistema de Gerenciamento de Conteúdo: proposta de um catálogo bibliográfico 2.0 no Wordpress

Content Management System: proposal of a bibliographic catalog 2.0 in Wordpress

Sistema de Gestión de Contenidos: propuesta de un catálogo bibliográfico 2.0 en Wordpress

Danielly Santos Ribeiro
Sin institución
Márcio Bezerra da Silva*
Universidade de Brasília, Brasil
RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência. da Informação
Universidade Estadual de Campinas, Brasil
ISSN: 1678-765x
Periodicidade: Cuatrimestral
vol. 14, núm. 1, 2016

Recepção: 30 Setembro 2015

Aprovação: 04 Novembro 2015


Introdução

Com a transição da Web 1.0 para a versão 2.0, os conteúdos, antes estáticos, tornaram-se dinâmicos e mais interativos, possibilitando, além do consumo, a criação e compartilhamento de informação. Devido a isso surgiram soluções para gerir as informações contidas nos Websites, ?[...] posto que [...] a proliferação do acesso a redes integradas de informação - privadas ou públicas - permitiu o ingresso de usuários não técnicos [...]?. (SANTOS; FRANCO; TERRA, 2009, p. 23), tornando-se necessário organizar adequadamente o conteúdo de modo que o usuário consiga recuperá-lo a partir da íntima interação com o sistema.

As ferramentas de gestão de conteúdo auxiliam na criação, na governança e na publicação de informações em Websites. Assim, os sistemas de gerenciamento de conteúdo, tradução de Content Management System (CMS), permitem não só o desenvolvimento dos próprios Websites, mas também a construção de fóruns, wikis, blogs, lojas virtuais entre outros.

Este cenário abriu um panorama de atuação aos bibliotecários no que se refere à necessidade de procurar e/ou desenvolver plug-ins que possam contribuir na construção e/ou implementação de catálogos bibliográficos, tanto em consonância com os preceitos da Web 2.0, quanto estruturados segundo as tradicionais técnicas biblioteconômicas como a catalogação e indexação. Assim, a representação da informação está subdividida em descritiva (catalogação), cujo item descrito gera um conjunto de informações que representam (de forma única) um registro do conhecimento; e temática (indexação), que consiste na identificação do conteúdo do documento por meio da análise de assunto, representando-o mediante atribuição de termos.

Diante disso escolhemos um gerenciador para o desenvolvimento (prototipagem) de um catálogo bibliográfico 2.0, neste caso, o WordPress, justificado pela atual familiaridade com este CMS, especialmente pela sua interface simples e por oferecer recursos formalizados em características da Web 2.0, ou seja, que funcione com uma navegação intuitiva e colaborativa frente aos modelos tradicionais de catálogos. A partir desta escolha, surgiram as perguntas norteadoras da pesquisa: De que maneira o CMS WordPress [3] possibilita o desenvolvimento de interfaces para um catálogo bibliográfico 2.0 de baixa complexidade [4]? Quais plug-ins do CMS WordPrees nos oferecem subsídios para a estruturação de um catálogo bibliográfico 2.0 conforme as ações de representação da informação?

A partir do contexto apresentado buscou-se propor um catálogo bibliográfico 2.0 na perspectiva dos CMS. Especificamente, objetivou-se selecionar um CMS e plug-ins que atendam as ações de representação da informação; e implementar um catálogo bibliográfico conforme os preceitos da Web 2.0.

Catálogo Público de Acesso em Linha

A catalogação consiste na representação descritiva do item bibliográfico, gerando um registro que será acessado por meio de um sistema, ou seja, por um catálogo, definido da seguinte forma:

[...] um meio de comunicação, que vincula mensagens sobre os registros do conhecimento, de um ou vários acervos, reais ou ciberespaciais, apresentando-as com sintaxe e semântica próprias e reunindo os registros do conhecimento por semelhanças, para os usuários desses acervos (MEY; SILVEIRA, 2009, p. 12).

Segundo Ranganathan (1955, p. 47), ?catálogo é uma lista de documentos em uma biblioteca, ou em uma coleção formando parte da biblioteca?. Conforme Chan (1981, p. 3), os ?catálogos de biblioteca aparecem em diferentes formas físicas. Os tipos predominantes - o catálogo de livros, a ficha de catalogação, o catálogo informatizado e catálogo de microformas?.

Até 1960 a descrição ocorria com ênfase nos tradicionais catálogos em ficha [5] segundo a proposta de Charles Ami Cutter, a partir de sua obra chamada Rules for a Dictionary Catalog, quando, a partir do desenvolvimento de recursos computacionais, surgiu o projeto Machine Readable Cataloging (MARC).

No final da década de 1960, nos Estados Unidos, dois desenvolvimentos marcaram o início do desaparecimento dos catálogos impressos em fichas manuais: a criação do formato MARC, pela Library of Congress, que permitia a leitura por computador dos registros bibliográficos, e a disponibilização pela OCLC [6] de informação catalográfica por cabo a terminais de bibliotecas aderentes ao sistema da OCLC. Assim, os primeiros catálogos informatizados começaram a ser utilizados pelas bibliotecas. (CASTRO; MORENO, 2013, p. 3)

Deflagra-se o On-line Public Access Catalog (OPAC) enquanto um sistema automatizado de catálogo como conhecemos atualmente. Para Tomael (2009, p. 161), o OPAC é um ?[...] termo usado para designar programas que gerenciam a recuperação e a manipulação das informações em formato eletrônico?. Na primeira geração dos OPAC temos a automatização dos catálogos em ficha cuja interface era composta por menus (figura 1) e o acesso à informação era limitado, pois adotava princípios de pré-coordenação.


FIGURA 1
Catálogo da primeira geração desenvolvido com o software Dynix [7]
Fonte: Wikipedia, 2015.

Nesses OPAC o modulo de pesquisa funcionava como uma ferramenta backoffice, pois somente os bibliotecários localizavam e acessavam os registros no acervo, diferentemente dos tempos atuais (BENTO; SILVA, 2010).

A segunda geração (figura 2) é caracterizada por funcionalidades vinculadas a recuperação da informação, tais como o acesso por palavras-chave ou busca em texto completo; adoção dos princípios de pós-coordenação; e a possibilidade de utilizar comandos e operações booleanas (MODESTO, 2010).


FIGURA 2
Tela inicial de busca avançada.
Fonte: Library of Congress (LC), 2015.

Desta forma as informações são recuperadas por meio de busca cruzada em diversos índices, por meio dos campos de autor, título e assunto, por exemplo, gerando uma lista com registros bibliográficos, comumente chamada nos tempos atuais de ocorrências.

Rowley (2002) comenta que nos catálogos dessa geração a consulta ocorria, tanto por meio de uma linguagem de comandos, quanto por uma interface baseada em menus. Ainda segundo a autora, embora os OPAC tenham passado por um grande avanço, persistiam com alguns problemas como, por exemplo, percorrer diferentes telas de menus por causa da variada cobertura de bases de dados, o que acarretava em inúmeras recuperações indevidas à necessidade do usuário.

Devido ao acesso remoto na década de 1990, os catálogos passaram por uma grande transformação, o que possibilitou o acesso aos inúmeros recursos da biblioteca, desencadeando no aprimoramento de tecnologias mediante a cooperação entre unidades de informação, competências e conhecimento. Contudo, somente a partir da primeira metade dos anos de 1990 foi possível acessá-los via Internet, momento em que surgiu a terceira geração de catálogos que possuía as funcionalidades das duas gerações anteriores, caracterizando-se ?[...] pela presença de interface gráfica, a possibilidade de busca por linguagem natural, a ligação em hipertexto e o mouse direcionado a navegação? (HILDRETH, 1995 apud MODESTO, 2010). Nota-se também melhor desempenho dos recursos de busca, interfaces mais amigáveis, o uso de menus e acesso a telas de ajuda, conforme apresentado na figura três (3).


FIGURA 3
Catálogo da terceira geração
Fonte: Library Boun [8], 2015.

Na década seguinte, com o advento de soluções tecnológicos, como o avanço no desempenho dos recursos de hardware e velocidades de conexão de Internet maiores, os catálogos evoluíram a interface e os processos de busca. Neste caso, como exemplo, citamos o recurso de software Pergamum, um sistema ?[...] implementado na arquitetura cliente/servidor, com interface gráfica ? programação em Delphi, PHP [9] e JAVA, utilizando banco de dados relacional SQL [10]? (PERGAMUM, 2015). Podemos notar na figura quatro (4) que uma das características que mudou, por exemplo, foi o uso da barra de busca, seguindo a proposta do buscador Google.


FIGURA 4
Catálogo Pergamum.
Fonte: Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB), 2015.

Ainda nos anos 2000 surge a Web 2.0, fase de ambientes ainda mais intuitivos e, agora, colaborativos, gerando, consequentemente, a produção de estudos e adesão de ferramentas no âmbito da Ciência da Informação (CI). O termo Web 2.0 foi criado em 2004 pela empresa norte americana O' Reilly Media, rede onde ?são os usuários quem modelam a Web a partir do que fazem e buscam, deflagrando assim a visão bottom-up, isto é, as diretrizes partem de baixo para cima, do usuário para o proprietário/desenvolver do site" (RUFINO; JESUS; DA SILVA, p. 3, 2013). Desenvolveu-se então um novo rótulo para os catálogos, ou seja, os denominados OPAC 2.0 ou OPAC Social, como uma espécie de quarta geração dos catálogos, a proposta se baseia nos preceitos da Web 2.0 enquanto um lugar de colaboração e participação dos usuários, pois além de acessar informação, agora é possível criar, editar e compartilhar os mais diversos conteúdos, apresentando uma nova perspectiva de desenvolvimento aos sistemas de automação de bibliotecas (SAB). Sendo assim, a presença dos OPAC 2.0 atende não só as exigências impostas pelo avanço tecnológico, mas principalmente ao novo perfil dos usuários.

Com a gama de informações disponíveis na Internet e o surgimento de ambientes interativos e mecanismos de buscas cada vez mais inteligentes, os usuários passaram a observar a discrepância existente entre os buscadores da Web 2.0 e os catálogos bibliográficos, considerando os últimos obsoletos, pouco atraentes, de difícil utilização e de resultados insatisfatórios.

Para reverter o mencionado cenário, o registro bibliográfico dos catálogos atuais, além de disponibilizar a capa do item bibliográfico, diferentemente dos tradicionais sistemas, deve possibilitar a visualização do tipo de objeto disponível no acervo por meio de ícones imagéticos presentes no registro. Além dessas características, faz-se necessária uma navegação hipertextual, contendo informações evidenciadas aos usuários que, neste caso, são as tags provenientes de campos como título, autor, descrição física, número padrão internacional de livro (ISBN) e palavras-chave. Outro diferencial, em relação aos catálogos tradicionais, se refere à forma como as informações, consideradas importantes, são destacadas, apresentadas em tamanhos e cores diferenciadas. No caso da figura cinco (5) podemos observar a referida característica no nome do autor da obra, especificamente nas seções autor (Edgar Allan Poe) e palavras-chave (Poe, Edgar Allan).


FIGURA 5
Exemplo de registro bibliográfico em OPAC 2.0
Fonte: Athens County Public Libraries [11], 2015.

Outra opção presente no OPAC 2.0 é a recomendação de itens disponíveis no acervo semelhantes ao pesquisado pelo usuário, como apresentado na figura seis (6), exemplificado pelos itens série e gênero, além da avaliação da obra mediante a inserção de estrelas.


FIGURA 6
Exemplo de recomendação e avaliação em OPAC 2.0.
Fonte: Librarything [12], 2015.

Nos tempos atuais, para facilitar a busca dos usuários nos OPAC, os dados estão integrados aos repositórios institucionais, bases de dados, editoras e fontes externas, como Websites de e-commerce, podendo até receber contribuições dos próprios usuários (CASTRO; MORENO, 2013), conforme os preceitos da Web 2.0.

Por fim, a última característica que merece relevância nos OPAC 2.0 representa o ato de inserir tags no catálogo, de maneira livre, ou seja, ação que consiste na representação temática da informação realizada pelos usuários, neste caso na perspectiva digital, ação antes vista e realizada unicamente pelos profissionais da informação, como os bibliotecários, e que passou a acontecer pelos usuários do sistema/ambiente a partir do tagueamento de palavras-chave/termos/descritores denominadas tags.

Diferentemente da primeira fase da Web, onde o usuário se limitava à pesquisa e ao acesso à informação por meio de organizações taxonômicas (rígidas), ou seja, atuava apenas como mero espectador e consumidor, a fase 2.0 oferece um espaço dinâmico e interativo segundo a atribuição de tags a um determinado conteúdo, assim contribuindo no processo de construção e organização da informação. Esta ação, comumente versada na Web 2.0 como marcação de informação por meio de tags, é conhecida na literatura como folksonomia. Trata-se de um neologismo proveniente da junção da palavra folk (pessoas) com taxonomy (taxonomia). Para Brandt e Medeiros (2010, p. 112), a folksonomia ?é o resultado do processo de etiquetagem, também chamado de classificação social, de recursos da web?. Conforme Da Silva e Miranda (2013, p. 3), a folksonomia é uma ?[...] ação em que as informações são marcadas pelo uso de palavras-chave ou tags e que vão moldando o ambiente conforme o que é digitado pelo usuário [...]?. Neste sentido, é justamente pelo tagueamento (atribuir tags) que a folksonomia ocorre, ação temática cada vez mais presente nos ambientes digitais ao possibilitar uma navegação interativa e, especialmente, uma participação do usuário enquanto definidor no funcionamento dos sistemas quanto a indicações (recomendações) e avaliações de produtos.

Sistema de Gerenciamento de Conteúdo

Nos primórdios da Web, as páginas dos Websites eram estáticas. Devido aos recursos tecnológicos de software da época, as edições ocorriam uma a uma, em editores de texto convencional. Neste processo de evolução surgiram sistemas que, além de melhorar a gestão do conteúdo do ambiente, permitiram a criação, edição e publicação de Websites de forma objetiva e eficaz, não exigindo do usuário conhecimento pleno em linguagens de programação.

Dessa forma surge, no final da década de 1990, o CMS, que de acordo com Soares et al. (2007), é uma aplicação online usada para o gerenciamento de conteúdo, sendo constituído por um conjunto de ferramentas projetadas para a criação, administração, modificação, organização e remoção de informações de forma rápida e fácil na própria Web. Conforme Maculan et al. (2011), sua interface, por ser de fácil interação, permite a otimização dos processos de criação, personalização, catalogação, indexação, controle de acesso, segurança e disponibilização do conteúdo.

No CMS estão disponíveis ferramentas para gerenciar a estrutura do Website, sendo que as mais usadas estão relacionadas à aparência das páginas publicadas e a navegação dos usuários. De forma ampla, as edições correspondem a ações consideradas de pouca complexidade nestes ambientes, pensamento referendado por Romani (2005) ao afirmar que estas tarefas são realizadas em um ambiente no qual pessoas leigas em programação de sistemas possam editar facilmente as informações.

Outro ponto que merece destaque do CMS é o fato das alterações serem realizadas mediante o uso de navegadores (browsers) Web, como o Internet Explorer, Mozilla FireFox e Google Chrome, eliminando a necessidade de acesso direto ao servidor, cujo Website encontra-se instalado. Além disso, não existe a necessidade da instalação de recursos de software que sejam usados remotamente, limitando-se a exigência do computador estar conectado à Internet, especialmente para as edições e publicações.

A ideia básica por trás de um CMS é a de separar o gerenciamento do conteúdo do design gráfico das páginas que apresentam o conteúdo. O design das páginas que apresentam os conteúdos são colocados em arquivos chamados moldes (templates), enquanto o conteúdo é armazenado em banco de dados ou arquivos separados. Quando um usuário solicita uma página, as partes são combinadas para produzirem a página HTML padrão. (PEREIRA; BAX, 2002, p. 5)

Ademais, para que funcionalidades extras sejam adicionadas à publicação, instalam-se extensões ou plug-ins, dependendo do sistema usado, para melhorar a interface do Website. Neste sentido, as interfaces necessitam atender determinados padrões para tornar a navegação, o acesso e a visualização da informação harmoniosa ao usuário, ações intimamente relacionadas ao design do ambiente.

Nos CMS, como o Wordpress, utilizam-se plug-ins, ou seja, um programa usado para adicionar ou modificar determinado recurso, visando agregar nova funcionalidade. Já no CMS Joomla são usadas extensões, que atuam do mesmo modo que os plug-ins, mudando apenas a terminologia em cada gerenciador de conteúdo.

Outras ferramentas disponibilizadas pelo CMS, mas não usadas comumente se compararmos com as opções anteriormente citadas, são o workflow e autoridade de versões. Neste sentido, conforme (ADDEY et al., 2002; NAKANO, 2002 apud GABRIELI; CORTIMIGLIA; RIBEIRO, 2007), a fim de coordenar o fluxo das atividades de gerenciamento de conteúdo, os CMS podem disponibilizar a integração de ferramentas de workflow e controle de versões. Desta forma, os administradores do sistema poderão controlar o acesso e gerenciar os diferentes tipos de usuários.

De fato, a iniciativa de código aberto (open source), adotado pelos CMS Drupal, Joomla e WordPress os credenciam como os mais populares do mercado, trazendo como consequência, a cada dia, mais notoriedade devido a qualidade, atualização, desenvolvimento coletivo, baixo custo, confiabilidade e flexibilidade. Contudo, para o enfoque da presente pesquisa, selecionamos o WordPress, pois além das justificativas anteriormente elencadas, ou seja, pela particular familiaridade com o CMS devido a sua interface simples e recursos formalizados em características da Web 2.0, a escolha pela prototipagem do catálogo no WordPress se deu pelo seu diretório de plug-ins com diversas funcionalidades que permitem confeccionar ambientes delineados em navegação intuitiva e colaborativa.

O WordPress é escrito em PHP e desenvolvido por Matt Mullenweg e Ryan Boren em 2003. Atualmente na versão 4.1.1, trata-se de um software livre projetado para criação e manutenção de Websites. Segundo a página WordPress.org (2015), o CMS em discussão ?é uma plataforma semântica de vanguarda para publicação pessoal, com foco na estética, nos padrões Web e na usabilidade?.

A plataforma de código aberto b2/cafelog é considera a precursora do WordPress, quando em 2003 Matt Mullenweg e Ryan Boren modificaram o referido e desenvolveram um novo projeto com o nome que conhecemos atualmente. Um ano depois é laçada a versão 1.2 do sistema, sendo composta por uma arquitetura de plug-ins e uma interface de programação de aplicativos (API) [13], que deixou a plataforma mais flexível (BRAZELL, 2010, tradução nossa). Ainda de acordo com Brazell (2010, tradução nossa), em meados de 2005 o código fonte do WordPress foi restruturado e lançada sua versão 2.0, tendo como novidade um editor visual. Esta versão tornou-se basilar até o lançamento da versão 2.7 em 2008.

Ao longo dos anos, o WordPress disponibilizou mais recursos, tais como suporte para os widgets, taxonomias e duas atualizações novas para interface administrativa (BRAZELL, 2010). Conforme Cidade (2010, p. 20), os widgets são módulos que acrescentam recursos ou alguma função em especial ao Website, atuando ?[...] como plug-ins específicos, sendo projetados para fornecer uma maneira simples de organizar os vários elementos do seu conteúdo lateral sem ter que alterar qualquer código?, ou seja, implementar janelas, botões, menus, ícones etc.

O WordPress já possui widgets pré-definidos. Caso o administrador do sistema queira aderir novos será necessário instalar um tema e/ou plug-in. Com relação aos temas, a maioria deles possuem áreas específicas para os widgets, como, por exemplo, barras laterais ou rodapé. No CMS WordPress encontra-se também o API de shortcode, utilizado dentro de qualquer conteúdo de post e páginas como um conjunto de códigos delimitados, cuja função é retornar um código HTML pré-estabelecido, ou seja, são comandos usados para chamar uma determinada função.

Entre as características do WordPress destacamos o seu editor de texto intitulado WYSIWYG, acrônimo formado pelas letras iniciais da expressão What You See Is What You Get [14], que visa a formatação e a inserção do conteúdo de modo rápido e prático. Além disso, o editor disponibiliza dois modos de edição: textual e visual. A edição do conteúdo por meio do editor, nas versões texto e HTML, possibilita a inserção de qualquer tag na marcação do texto. Já o editor visual possui mais recursos e próprio estilo de formatação, permitindo a visualização imediata da informação que está sendo editada, ou seja, apresenta-se da mesma forma que será figurada pelo usuário sem linhas de código, visão esta do programador.

A ideia principal, conforme o conhecimento prévio em programação do administrador é permitir a personalização da interface do Website. Neste sentido o Wordpress, além de disponibilizar diversas opções de temas para tal modificação, permite também editá-las. Segundo Mazetto (2014), a principal função dos temas é modificar a interface gráfica, sem interferir no local no qual o CMS está sendo executado, permitindo a inclusão de ?[...] arquivos de imagem, folhas de estilos, scripts, bem como quaisquer arquivos de código necessário? (MAZETTO, 2014, p. 27). Em relação ao gerenciamento do conteúdo das páginas e dos posts, estes ocorrem por meio de filtragens, possibilitando que as informações sejam recuperadas por nome, data de criação, categoria e autor, além de outros campos criados pelo administrador do sistema.

O CMS é amplamente utilizado por universidades como a Federal do Paraná (UFP) e a de São Paulo (USP), além de esferas como o instituto Estrada Real é Nossa, órgãos públicos como o Ministério da Cultura entre outros seguimentos.

Podemos inferir que os CMS são ferramentas versáteis que auxiliam na produção, publicação e administração de informações, possibilitando o desenvolvimento de um determinado modelo de Website mediante a instalação de templates e plug-ins, os quais serão responsáveis por agregar funcionalidades pré-definidas. Contudo, cada gerenciador possui suas respectivas características, o que acaba influenciando na escolha do sistema e, consequentemente, ficando a cargo do profissional, e seus conhecimentos, especialmente em programação, selecionar aquele que mais se adeque ao seu projeto.

Para a realização desta pesquisa adotou-se um percurso metodológico que permitiu a criação de um OPAC, aqui tratado como catálogo bibliográfico, com o uso de um CMS conforme a utilização de plug-ins, template, widgets, e características da Web 2.0. Diante da implementação dos objetos na prototipagem do OPAC na ótica da Web 2.0, trata-se aqui de uma pesquisa aplicada. Além disso, a prototipagem pode ser definida como descartável simples, também chamada de experimental ou teste de implementação, pois ?[...] trata-se, fundamentalmente, da construção de modelos que servirão exclusivamente para testes ou demonstração simples? (MELENDEZ FILHO, 1990, p. 184). Quanto aos objetivos, trata-se de uma pesquisa explicativa, cuja abordagem de coleta de dados é qualitativa ao apresentar as etapas e os resultados adquiridos conforme as fases da prototipagem. Diante disso, utilizamos como instrumento de desenvolvimento o CMS WordPress, que serviu de base para elaboração do catálogo, como já afirmado, respeitando características da Web 2.0.

A pesquisa foi dividida em duas etapas, que visaram definir cada fase do processo de construção do objeto de estudo: bibliográfica e desenvolvimento (prototipagem). A etapa empírica de desenvolvimento é composta por oito partes, pois elenca desde a instalação do WordPress, passando pela implementação do catálogo bibliográfico 2.0, até chegar ao cadastro de livros para compor o acervo e posterior teste do ambiente.

1. Pesquisa bibliográfica, de 11 de setembro de 2014 até sete de março de 2015, a partir do levantamento teórico de autores em livros, artigos de periódicos, monografias, dissertações, Websites, blogs e materiais didáticos variados;

2. Escolha do CMS WordPress (justificada pela familiaridade com o software) para o desenvolvimento do catálogo bibliográfico 2.0, de 11 de setembro 2014 até 10 de março de 2015:

a. Instalar e configurar o WordPress 4.1.1 (servidor local);

b. Buscar no diretório do WordPress um plug-in que atenda as ações de representação da informação, por meio dos termos de pesquisa "library", "librarian" e ?library and book";

c. Selecionar um plug-in de avaliação de produto (livro);

d. Eleger livros aleatórios de literatura (Website da Livraria Saraiva) e figuras (capas) retiradas do Google imagens, compondo um mini acervo;

e. Cadastrar os livros selecionados a partir do preenchimento de campos mínimos como título, gênero, palavras-chaves e capa;

f. Selecionar um widget (disponível no plug-in), que implemente funcionalidades como nuvem de tags, lista de novas aquisições e recomendações de livros similares;

g. Escolher um template que seja compatível com as funcionalidades do plug-in selecionado;

h. Testar, com fins de apresentação, as funcionalidades do catálogo bibliográfico 2.0, de 20 de fevereiro até 10 de março de 2015.

Resultados da Pesquisa

Respeitando as etapas da pesquisa, especialmente na fase de desenvolvimento (prototipagem), os resultados da pesquisa estão estruturados em dois momentos: implementação e apresentação.

A implementação deu-se a partir da instalação e configuração do WordPress 4.1.1, através do servidor local Xampp. Este é um pacote de código aberto que incluí os servidores File Transfer Protocol (FTP), BD MySQL e Apache, com suporte às linguagens PHP e Perl.

Na busca por plug-ins que permitissem a elaboração de um catálogo, selecionamos a opção Book Review Library. A escolha deveu-se ao fato do mesmo, além de permitir a realização de ações de representação da informação, também respeita características da Web 2.0, como, por exemplo, navegação hipertextual e inclusão de comentários. Quanto ao plug-in que possibilitasse ao usuário avaliar o item escolhido no catálogo, elencamos a opção Rating-Widget: Star Rating, pois sua interface é de fácil manipulação e também por permitir a customização das estrelas que aparecerá em cada registro. Em seguida partiu-se para a montagem de um mini acervo cadastrando os livros selecionados, a saber:

· Dois livros de literatura inglesa: Branca de Neve (Jacob Grimm) e Alice no país das maravilhas (Lewis Carroll);

· Dois livros de literatura brasileira: Gabriela, cravo e canela: crônica de uma cidade do interior (Jorge Amado) e Dom Casmurro (Machado de Assis).

Como a prototipagem é descartável simples, a quantidade de objetos usados durante o processo de desenvolvimento não é relevante, pois o objetivo maior é ?[...] entender e clarificar os requisitos do sistema? (NUNES, 2014, slide 47). Além disso, a prototipação usada é ideal para versões provisórias (beta) que são criadas e disponibilizadas com o único propósito de testes e inspirações. Neste caso, os testes começaram a partir do cadastro das obras selecionadas conforme duas opções no menu: ?book authors? e ?add new?, ambos ofertados na opção ?book reviews?. Apesar da ordem apresentada no menu, preenchemos primeiramente a opção ?book authors?, neste caso o campo ?add new author? com o nome da entidade responsável pela obra, segundo as regras estabelecidas pelo Anglo-American Cataloging Rules, segunda edição (AACR2). Após o preenchimento do respectivo campo, o sistema irá disponibilizar no item ?popular book autors?, as tags constituídas pelo nome de cada autor.

A opção ?add new? (figura 7) possibilita elaborar um registro bibliográfico (catalogação), preenchemos os campos: título (cor rosa), gênero (cor roxa) e uma lista com os nomes dos autores cadastrados (book author, cor vermelha). Em seguida, no editor de texto (cor laranja), descrevemos o resumo do livro e mais informações como o nome da editora, data de publicação e o número de páginas, daí justificando o motivo pelo qual não seguimos a ordem disposta no menu. Para representar o conteúdo de modo temático, inserimos as palavras-chave no campo ?subject? (cor azul). Além disso, disponibilizamos a capa do livro, através da opção ?book cover? (cor verde).


FIGURA 7
Campos do Add New (registro).
Fonte: Da pesquisa, 2015.

Com os livros cadastrados, foram adotados alguns recursos presentes na Web 2.0 (figura 8) a partir dos widgets ?pesquisa? (cor roxa) com o intuito de apresentar uma barra de busca para recuperar os registros; ?nuvem de tags? (cor rosa) para apresentar um conjunto de termos adotados no sistema para representar os livros cadastrados; ?recente book reviews? (cor azul) com fins de apresentar uma lista de novas aquisições de obras; e ?similar books? (cor vermelha) enquanto item que realiza e apresenta recomendações de livros similares ao pesquisado e/ou acessado pelo usuário.


FIGURA 8
Widgets inseridos no catálogo bibliográfico 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.

A última ação do momento de implementação destinou-se a escolha do template segundo as funcionalidades do plug-in Book Review Library. Após buscas no diretório do WordPress, escolhemos o tema Fashionista por disponibilizar recursos que facilitam a customização da interface.

Referente ao segundo momento da prototipagem, o catálogo tem a sua apresentação em duas páginas (figura 9): "Home?, com uma breve descrição sobre o acervo; e ?Catálogo", na qual inserimos o shotcode ?book-reviews covers=true?, com fins de chamar os parâmetros ?exibir lista de livros? e ?exibir capa?, estabelecidos pelo plug-in Book Review Library.


FIGURA 9
Página inicial do catálogo bibliográfico 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.

O usuário, ao selecionar um dos títulos, por exemplo, ?Alice no país das maravilhas?, será direcionado a página que contém a descrição do item, como apresentado na figura 10. Podemos observar que o registro apresenta a capa do livro (cor rosa); o resumo da obra (cor roxa); o ícone imagético do tipo de material (cor verde); as informações referentes à publicação (cor amarela), a descrição física (cor marrom) e ISBN (cor cinza); além do gênero e o nome do ilustrador (cor azul) como informações adicionais. Encontram-se também as tags oriundas da indexação, formando assim uma nuvem de tags (cor vermelha), elemento característico da folksonomia.


FIGURA 10
Exemplo de registro bibliográfico no catálogo bibliográfico 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.

Além da representação da informação (figura 10), pode ser observada, abaixo do título, a presença de estrelas (cor lilás) usadas para avaliação do registro. Também é possível acessar obras similares (cor laranja), cujo gênero é o mesmo do item selecionado (cor azul).


FIGURA 11
Recuperação dos itens no catálogo bibliográfico 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.

Quanto à recuperação, o usuário ao digitar ?literatura brasileira? (figura 11) na ferramenta de busca (cor rosa) ou ao clicar na tag ?literatura brasileira? (cor roxa) na nuvem de tags será encaminhado a uma página cujos itens tenham sido indexados pelo termo selecionado, conforme ilustrado na figura 12.


Figura 12
Exemplo de obra recuperada por tag no catálogo 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.

O resultado (figura 12), neste caso ?Gabriela, cravo e canela?, é exibido via apelo visual mediante a apresentação da capa do item (cor azul) e uma prévia das informações contidas no registro como o gênero ?romance? (cor roxa), além do descritor ?literatura brasileira? (cor vermelha), ambos possibilitando ao usuário uma navegação hipertextual.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho apresentou um ensaio, um experimento, de um catálogo bibliográfico vislumbrado nos preceitos da Web 2.0, cujo registro bibliográfico pudesse disponibilizar, por exemplo, a capa do livro, recomendações de itens do acervo e oferecer recursos que atendem as ações de representação da informação, tais como a descrição (catalogação) e rotulação (indexação) do item, no caso deste último por meio do plug-in Book Review Library. Além disso, utilizou-se o plug-ing Rating-Widget: Star Rating System já que possibilita a avaliação do registro e dos comentários postados pelos próprios usuários, deflagrando-se a folksononomia.

Embora o Book Review Library não exija um modelo de tema específico, ao testarmos alguns temas, dificuldades surgiram no momento da implementação, especificamente a ocorrência de bugs [15] na interface do catálogo como, por exemplo, a capa do livro ficar posicionada acima do título (cobrindo-o), a supressão do nome do autor e erros na apresentação dos widgets. Nota-se que o plug-in referenciado não disponibiliza uma barra de busca, o que acaba dificultando na recuperação dos itens, sendo esta outra dificuldade que merece ser apontada. Por causa disto optamos em inserir o widget ?pesquisa? oriundo do tema Fashionista, que por sua vez resolveu a problemática da não oferta de uma barra de busca aos usuários, elemento já familiarizado na Web graças a proposta do Google. Mesmo com os problemas sanados para este momento, o protótipo (descartável) desenvolvido (beta), intitulado de catálogo bibliográfico 2.0, representa a primeira fase de um projeto, no qual anseia pelo aprimoramento da interface mediante o estudo em linguagens de programação e o aprofundamento nas investigações sobre representação temática da informação com ênfase nos ambientes digitais.

Conclui-se que o catálogo bibliográfico 2.0 apresenta um ambiente dinâmico e intuitivo que permite e incentiva a participação ativa dos usuários mediante avaliação dos registros, sugestão de livros cujos gêneros sejam similares e rotulação livre, diferentemente das propostas dos tradicionais OPAC, sem participação do usuário, dificuldades na navegação e insatisfação nos processos de busca. Acredita-se que a presente pesquisa aponta uma nova tendência que visa o uso de CMS e desenvolvimento de plug-ins de tal modo que se abre um cenário no qual o bibliotecário deve atuar além do fazer técnico das bibliotecas físicas, cooperando e realizando as etapas de programação e modelagem de sistemas, como também levando em consideração o atual perfil dos usuários e os princípios que regem as ações bibliotecárias de tratamento, armazenamento e disseminação da informação.

Material suplementar
Referencias
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Notas
Notas
[1] Graduada em Biblioteconomia pela Universidade da Brasília (2015). E-mail: dany.s.ribeiro@gmail.com
[2] Professor da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) da Universidade de Brasília (UnB). E-mail: marciobdsilva@unb.br Enviado em: 30/09/2015 - Aceito em: 04/11/2015 ? Printed ahead: 27/11/2015
[3] Site: https://br.wordpress.org/
[4] Sistema criado sem a exigência de elevado conhecimento em programação e uso de recursos de software sofisticados, geralmente culminando em aplicações iniciais, temporárias (beta) e/ou usadas em apresentações específicas.
[5] Muitas bibliotecas mantêm seus catálogos em fichas, mas cada vez menos usados.
[6] Online Computer Library Center.
[7] Site: http://www.sirsidynix.com/
[8] Site: http://www.library.boun.edu.tr/en/
[9] Personal Home Page.
[10] Structured Query Language.
[11] Site: http://www.myacpl.org/
[12] Site: https://www.librarything.com/
[13] Application Programming Interface.
[14] A tradução aproximada seria "O que você vê é o que você obtém"
[15] Erro no funcionamento do programa (sistema).
Autor notes
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade da Brasília (2015).
* Professor da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) da Universidade de Brasília (UnB).

FIGURA 1
Catálogo da primeira geração desenvolvido com o software Dynix [7]
Fonte: Wikipedia, 2015.

FIGURA 2
Tela inicial de busca avançada.
Fonte: Library of Congress (LC), 2015.

FIGURA 3
Catálogo da terceira geração
Fonte: Library Boun [8], 2015.

FIGURA 4
Catálogo Pergamum.
Fonte: Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB), 2015.

FIGURA 5
Exemplo de registro bibliográfico em OPAC 2.0
Fonte: Athens County Public Libraries [11], 2015.

FIGURA 6
Exemplo de recomendação e avaliação em OPAC 2.0.
Fonte: Librarything [12], 2015.

FIGURA 7
Campos do Add New (registro).
Fonte: Da pesquisa, 2015.

FIGURA 8
Widgets inseridos no catálogo bibliográfico 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.

FIGURA 9
Página inicial do catálogo bibliográfico 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.

FIGURA 10
Exemplo de registro bibliográfico no catálogo bibliográfico 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.

FIGURA 11
Recuperação dos itens no catálogo bibliográfico 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.

Figura 12
Exemplo de obra recuperada por tag no catálogo 2.0.
Fonte: Da pesquisa, 2015.
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